CASAMENTO
Os noivos, muito animados, não queriam sair da pista danças. Foi muita diversão, bagunça e alegria...
- Celebrante: Nicole Nazer
- Iluminação / Sonorização: Tecnica Eventos
- Papelaria: Icone Design
- Vestido Noiva: Cinderela Noivas Itajaí
CASAMENTO
VESTIDO DE NOIVA (parte I)
Texto: Humberto Leal
O vestido de noiva, diferente de outro traje social de luxo preparado para ocasiões especiais, tem um significado relevante para a nossa cultura ocidental. Muito mais que uma simples veste nupcial, o vestido de noiva, resgata traços da cultura, da religiosidade e da história da humanidade. Seus tecidos, volumes e complemento, simbolizam a magia que envolve a união dos cônjuges e demonstram a profundidade do conceito de amor para algumas culturas.
As primeiras informações que nos chegam sobre cerimônias matrimoniais são as bíblicas, onde os cônjuges, para serem expostos publicamente em cerimônia religiosa, eram preparados por suas famílias com banhos especiais, com uso óleos aromáticos.
Nos relatos bíblicos, as famílias abastadas, após as bênçãos havia um festejo público. O mais significativo destes relatos é conhecido como “As Bodas de Canaã”, descrito no Evangelho.
Entre os romanos a celebração de casamento era diferenciada das outras cerimônias civis através dos trajes, que eram preparados, unicamente, para a ocasião, quando a noiva vestia uma túnica branca e se envolvia com um véu de linho muito fino de cor púrpura.
Com a queda do Império Romano, a cultura ocidental passou a ter como referência o padrão de elegância proposto pela corte bizantina, onde as noivas se casavam vestidas de seda vermelha bordada em ouro e traziam no cabelo elaboradas tranças envolvidas com fios dourados, pedras preciosas e flores.
Durante a Idade Média, a cristianização do ocidente trouxe novos costumes, especialmente para as celebrações matrimoniais. A coroação de Carlos Magno, no ano 800 dC tornou o casamento um sacramento religioso, com forte apelo social e simbólico, que perdura até os dias atuais.
Os cônjuges passaram a se unir através de uma cerimônia religiosa que sacramentava, também, a união de duas famílias e de seus patrimônios. Desta forma o casamento passou a ter a função de garantir as fronteiras dos novos reinos e de reconstruir os territórios destruídos pela longa invasão bárbara, à qual a Europa estivera submetida desde a queda do Império Romano.
O vestido de noiva surge, então, neste período com a função específica de apresentar para a comunidade as posses da família da nubente, tendo como simbologia: o poder e como função: a integração social.
A noiva era apresentada com um vestido vermelho ricamente bordado e sobre a cabeça um véu branco bordado com fios dourados. O vermelho representava a capacidade da noiva de gerar sangue novo e continuar a estirpe. O véu branco representava a pureza e a castidade.
À noiva, além dos dotes patrimoniais, levava tecidos para vestir a família e jóias, que poderiam ser vendidas para custear o cultivo da terra. Geralmente os noivos casavam-se muito jovens, com quatorze anos de idade.
(Continua...)
Fonte de Pesquisa:
O Processo Civilizador, Uma História dos Costumes (vol. I), Norbert Elias
www.fashionbubbles.com / www.noivasmodernas.com.br / www.casamentocivil.com.br
Crédito da Imagem: Julio Trindade Fotografia
CASAMENTO
Damas de Honra,
Daminhas e Pajens
Texto: Humberto Leal
A noiva pode se dar ao luxo de
levar até quatro damas de honra, em geral irmãs menores, primas ou amigas.
Havendo damas de honra, não são
excluídas as crianças (daminhas e pajens) que levam uma pequena bandeja de
prata, almofadinha ou buquê de flores com as alianças.
Tudo isso é lindo, espetacular e
teatral, mas fora da nossa realidade.
No entanto, o romantismo do
casamento à moda antiga parece estar de volta. Assim, é bom lembrar que nesse
caso o cortejo deve ser ensaiado por um profissional competente, pois nada deve
sair do protocolo.
O traje das damas de honra poderá
ser, por exemplo, em vários tons de rosa, lilás, azul ou qualquer outra cor em
tom pastel e que seja aprovado pela noiva. Antigamente, todos os vestidos das
damas de honra eram iguais, no modelo e na cor, e a noiva oferecia o tecido.
Hoje não há mais este costume.
Até há pouco tempo, os trajes das
daminhas e pajens imitavam figuras renascentistas: todos vestidos de veludo.
Agora, peças mais contemporâneas e de diversos estilos vestem as crianças, que
dão um toque de alegria e graça ao cortejo.
Dica: é mais prudente escolher só um casalzinho, ou então duas meninas,
que sejam responsáveis pelo sucesso do cortejo da cerimônia.
CURIOSIDADES DE CASAMENTO (parte
I)
Texto: Humberto Leal
A Lua de mel tem origem no povo germânico, pois era costume se casar na Lua Nova. Na cerimônia, os noivos bebiam uma mistura de água com mel para proporcionar boa sorte. O costume também poderia ter nascido em Roma: os convidados pingavam gotas de mel na porta de entrada da casa dos noivos para que esses tivessem uma "vida doce". Os judeus acreditam que casar na Lua Crescente é prenúncio de felicidade.
Aliança
O termo aliança, bérith em hebraico, possui o sentido de compromisso. O anel usado pelos casados tem a função da ambivalência de unir e, ao mesmo tempo, isolar. No plano esotérico, possui poderes mágicos. É o protetor simbólico da união. Colocar um anel no dedo de outra pessoa significa aceitar o dom de outrem como um tesouro exclusivo.
Vestido de noiva
A cor branca do vestido de noiva só foi
popularizado no século XVII, no casamento da rainha Vitória. Ela lançou a moda
que permanece até os dias atuais. Antes disso, especialmente na Idade Média,
não havia cor específica para a cerimônia; a cor mais usada era o vermelho. O
branco acabou sendo o preferido, por simbolizar a castidade e a pureza. Na
Grécia e em Roma, existem relatos de que as pessoas usavam roupas brancas em
celebrações importantes, como o nascimento e o casamento.
Mês
Um ditado japonês ensina que as noivas devem-se casar em junho (june bridal) para que a união perdure por muitos anos. No Brasil, o mês preferido é maio, provavelmente pela referência de Maya, Maria, mãe.
Arroz
Jogar arroz nos noivos é uma tradição
antiga da China, usada há dois mil anos. Essa atitude simboliza a fartura para
a vida do casal (os grãos simbolizam a fertilidade).
Buquê
O buquê teria surgido na Grécia como uma espécie de amuleto contra o mau-olhado e, na sua confecção, era utilizado o alho. Confeccione dois buquês: o primeiro, abençoado pelo sacerdote, deverá ser guardado. O segundo será lançado em direção às mulheres solteiras. Aquela que conseguir pegá-lo terá a sorte de ser a próxima se casar.
Grinalda
A grinalda faz com que a noiva se pareça com uma rainha, diferenciando-a dos convidados. Quanto maior a grinalda, maior é o símbolo de status e riqueza.
Véu
Hijab (véu), quer dizer, em árabe, "o que separa duas coisas". O véu da noiva significa separar-se da vida de solteira para entrar em uma nova vida: a de esposa.
Peça azul
Outra tradição comum é a noiva usar uma peça azul para "cortar a inveja" das moças solteiras. Recomenda-se também "usar o véu, uma jóia e até mesmo o vestido" de uma esposa que foi bem-sucedida em seu casamento (avó, mãe etc).
Noiva do lado esquerdo do noivo
Durante a celebração do casamento, a noiva se posiciona no lado esquerdo do noivo. É uma tradição que remonta à Idade Média: se algum homem tentasse "roubar" a futura esposa do noivo, este a defenderia com a espada usando o braço direito para o combate. Segundo a superstição, quando a noiva fica no lado esquerdo, também significa afastar o risco da infidelidade.
PADRINHOS DE CASAMENTO
COMO ESCOLHER FOTO E VIDEO
PARA O CASAMENTO
Texto: Humberto Leal
As fotos e o vídeo, sem
dúvida, são as lembranças que ficarão para sempre como recordação desta data
tão especial. Então, dentre tantos bons profissionais, como escolher a melhor
opção? Quem contratar?
Muitos dos profissionais, de
ambas as áreas, oferecem pacotes com vários itens que poderão ser aceitos ou
não. Conhecer o profissional e o serviço oferecido é essencial para a escolha.
Ter um orçamento total prévio de todo o custo do casamento é importante para não gastar mais do que se tem.
Além do profissionalismo e de obter o máximo de informações sobre quem vai ser contratado, também é importante ter uma empatia, um entrosamento entre profissional e cliente, afinal eles estarão todo o tempo, cerimônia e recepção, diante de vocês, e esta cumplicidade será fundamental para que se tenha boas imagens.
Geralmente os profissionais de foto e vídeo trabalham em conjunto para que um não prejudique o trabalho do outro.
Procure um profissional que tenha um estilo próximo ao seu. Que compreenda o que você espera do trabalho dele. Informe-se como será o atendimento "pré" e "pós" evento.
Quanto mais informações você tiver, mais fácil será a tomada de decisão sobre quem contratar.
Vá em frente, não tenha medo...!!!
Foto: Júlio Trindade / Vídeo: Eliel Escobar.