quinta-feira, 15 de outubro de 2020

 


NOIVAS MUITO ESPECIAIS

Texto: Humberto Leal 

Em geral, toda mulher tem no casamento a realização de um sonho, não importando para isso se ela é alta ou baixa, magra ou gordinha, branca ou negra, ou se é portadora de necessidades especiais. Sonho é sonho, assim como o desejo de compartilhar uma vida a dois com o seu amado, de construir uma família, um lar, de criar filhos, de trabalhar, de viver!!!

É evidente que cada festa de casamento é distinta uma da outra, seja por condição financeira ou por gosto pessoal, mas a essência é, e será sempre, a mesma: o sonho, o desejo de casar...

Quando falamos em noivas especiais, não queremos tratar com diferença essa mulher que é portadora de alguma deficiência, mas com o carinho e o respeito que merece, independentemente de sua condição física, e dizer que ela pode e deve ter um casamento como qualquer outra mulher que tem sonhos e desejos.

Tudo pode ser adaptado à condição física de cada um, do local da cerimônia religiosa à festa. Roupas podem ser confeccionadas ou alugadas, cardápios escolhidos de forma a agradar a todos, música de todos os estilos e gostos e assim por diante. O importante mesmo é que cada um crie o seu próprio estilo e se identifique com isso.

Para a estilista Mary Kuhn (@marykuhnaltacostura) o vestido para uma noiva cadeirante, por exemplo, é o mesmo que qualquer outro modelo, o cuidado que se deve ter é que seja um vestido confortável, feito com tecidos mais leves, pois a noiva vai ficar todo o tempo sentada.

Não devemos ter vergonha ou medo de nada, temos que nos sentir bem com aquilo que estamos pretendendo e podemos fazer, sabendo sempre que o que importa é sermos felizes e estarmos alegres com a realização ou a conquista de nossos sonhos.

Minha dica é para ir em frente, com coragem e força, pois a vida pode ser muito mais bonita e divertida do que os empecilhos que muitas vezes usamos como desculpa para não realizarmos nossos desejos mais secretos.

Sejam verdadeiramente felizes....

Foto: Vitrine da loja TWC em Portishead, Inglaterra.

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

 




ORGANIZANDO O TEMPO

                   

Texto: Humberto Leal da Cunha

Para organizar um casamento, muitos detalhes estarão envolvidos, como: contratação de profissionais, serviços, reserva de igreja, dentre tantos outros. E, aí, nos perguntamos: por onde começar? Sem dúvida, a melhor resposta seria organizando nosso tempo, pois, além de todos os preparativos das bodas, teremos nosso dia-a-dia normal, com trabalho, estudo etc.

Quando começamos um dia qualquer, apresentam-se para nós uma série de tarefas, algumas habituais, que realizamos mecanicamente, e outras atípicas ou pouco frequentes. Resolvê-las com êxito e sem perder tempo é muito importante.

O primeiro passo que temos de tomar é o de priorizar metas e estabelecer uma ordem a partir da importância das coisas, nas quais devemos levar em consideração algumas condicionantes como os horários, urgências, facilidade ou complicação na resolução, ou seja, estabelecer prioridades de ação de curto, médio e longo prazo.

Prioridades de curto prazo são aquelas que requerem uma atuação em questão de horas ou dias próximos. Exemplo: escolher o dia do casamento, reservar a igreja e o local da recepção.

Prioridades de médio prazo são aquelas que resolveremos em semanas. Um exemplo é conversar e solicitar orçamentos dos prestadores de serviço para o casamento, tais como decoradores, doceiras, fotógrafos etc.

Prioridades de longo prazo são aquelas que se executam nos meses mais próximos à data do casamento. Exemplo: definição de cardápios, ensaio fotográfico, provas de vestido etc.

Mas nem sempre tudo é tão fácil como parece ser. Muitos problemas poderão surgir, dúvidas quanto às contratações aparecerão, profissionais poderão não ter mais a data à disposição e o gosto pessoal dos noivos pode, também, não ser compatível com o orçamento disponível.

Em muitas ocasiões, vamos nos deparar com alguns problemas, que, em princípio, poderão parecer sem solução, e que será difícil determinar a importância e a prioridade das questões.

Para esses casos, é importante fazermos três perguntas:

1. O que é mais importante?

2. Se só pudermos escolher uma das opções que nos são apresentadas, qual escolheríamos?

3. Verificar os prós e os contras da ordem de prioridades estabelecidos; teremos tempo suficiente? O que poderá acontecer se deixarmos uma ação pendente sem resolução?

A resposta para essas três questões será muito útil para propiciar a decisão acertada das escolhas. Uma vez escolhida e tomada a decisão do que é mais importante, devemos passar para a ação e, para isso, nada melhor do que nos fixarmos em um objetivo.

Dessa forma, podemos resolver as coisas sem complicação e sem perder tempo!

 

 

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

 


EXIGÊNCIAS LEGAIS PARA A REALIZAÇÃO DO CASAMENTO CIVIL

Texto: Humberto Leal

Quando o casamento civil for realizado nas dependências do cartório, os noivos poderão escolher qualquer entidade. Mas, se for realizado em outro local, os nubentes deverão recorrer ao cartório de seu domicilio, para facilitar o deslocamento do juiz e do escrivão até o local desejado.

Os preparativos para o ato civil devem começar com dois meses de antecedência da data prevista, pois é preciso agendar data e hora, e, muitas vezes, os juízes do cartório poderão não estar disponíveis.

Pode-se optar por três tipos de regime de casamento: o de comunhão total, o de comunhão parcial e o de separação total de bens. O regime mais comum é o de comunhão parcial de bens (Lei 6.515/77), que prevê, em caso de separação, somente a divisão dos bens adquiridos após a data do casamento. Se a opção for pelo regime de separação total de bens, é preciso fazer um pacto antenupcial por meio de escritura pública em cartório competente. A escolha do regime de bens, pelo Código Civil Brasileiro de 2002, pela modalidade separação total de bens passou a ser obrigatória para as pessoas que se casarem com idade acima dos 70 anos.

Documentação Necessária:

Para noivos solteiros, além da carteira de identidade, é preciso apresentar a certidão de nascimento atualizada, com validade de até trinta dias. Menores de dezoito anos precisam, também, de uma autorização dos pais.

Para noivos viúvos, a certidão do casamento anterior e a de óbito do cônjuge.

Para noivos divorciados, a certidão do casamento anterior com a averbação do divórcio.

Para noivos estrangeiros e solteiros, a carteira permanente Modelo 19 ou a certidão de nascimento traduzida por tradutor público juramentado com visto do Consulado Brasileiro em seu país de origem, registrada no Cartório de Títulos e Documentos.

Para noivos divorciados estrangeiros é preciso que a sentença do divórcio seja confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, em Brasília, como regra do Código de Processo Civil.

E, para noivos viúvos estrangeiros é exigida a mesma documentação de solteiro estrangeiro mais a certidão de casamento e a de óbito do cônjuge.

A documentação deve ser apresentada em cópia xerox e original, que serão devolvidas pelo cartório. São necessárias duas testemunhas, maiores de dezoito anos, com carteira de identidade, que não podem ser pais, avós ou filhos dos noivos. A certidão de casamento é entregue no ato, após as assinaturas e a declaração de casados feita pelo juiz.

O custo de duas certidões está, aproximadamente, em meio salário mínimo. O ato civil realizado fora das dependências do cartório é o dobro desse valor e, após as dezoito horas, custará três vezes mais. Cada cartório tem sua própria tabela referente ao transporte do juiz e do escrivão, dependendo da distância a ser percorrida, e as demais custas são tabeladas pela legislação vigente.

Crédito da Imagem: Banco de Dados / Internet

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

 



DOCES, IRRESISTÍVEL TENTAÇÃO!

 Texto: Humberto Leal

Após a cerimônia religiosa, quase sempre os noivos, familiares e amigos vão celebrar a união que acaba de acontecer.

As recepções de casamento sempre têm uma linda mesa dessas irresistíveis tentações: os docinhos, muitas vezes personalizados ou apenas feitos com um tema específico para a ocasião.

Existem diversas opções desses doces, além de vários sabores e tamanhos.

As mesas, montadas especialmente para essas iguarias, já fazem parte da decoração. Os formatos, forminhas de papel ou tecido, as cores das coberturas e até mesmo a cor do açúcar que os envolve combinam entre si e com os arranjos florais, e deixam, dessa forma, todo o ambiente harmonioso.

Mesmo que seja oferecida a sobremesa, e o já tradicional bolo de noiva, os docinhos não passam desapercebidos pela maioria dos convidados.

Uma maneira elegante de agradecer aos padrinhos, pais e avós é oferecer uma pequena caixinha com alguns docinhos.

Em algumas festas de casamento, os noivos optam por deixar algumas embalagens a vista para que aqueles convidados que quiserem levar alguns docinhos, para saborear no dia seguinte, possam fazê-lo sem o constrangimento de levá-los escondidos em guardanapos ou bolsas.

A variedade dessas pequenas delícias muda muito de doceira para doceira, assim como o valor; por isso é aconselhável uma conversa prévia e degustação antes da contratação definitiva.

A quantidade de doces, bem como o tamanho da mesa que vai comportá-los, irá depender do número de convidados. Mas um cálculo simples já ajuda bastante: se os docinhos forem apenas para ser servidos nas mesas dos convidados, em pequenas bandejas, de 4 a 5 unidades por pessoa é o suficiente; mas se for para montar uma linda mesa a quantidade passa a ser de 8 a 10 unidades por pessoa.

Aproveitem, sem culpa, essas pequenas delícias, afinal o dia é de vocês!

Crédito da Imagem: Luciano Nunes Fotografia

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

 

                   HISTÓRIA DO CHAMPANHE                                                    

Texto: Humberto Leal 

No século XVII, na região francesa de Champagne, situada a 160 quilômetros de Paris, um abade de nome Dom Pierre Pérignon era o responsável pela administração das cantinas da Abadia Hautvilles.  Para incrementar o vinho que fabricava, resolveu adicionar à fórmula tradicional, fabricado com uvas Pinot Noir e Chardonay, durante a segunda fermentação, um xarope açucarado, mais leveduras e gotas de uma poção mágica, que foram ditadas a ele por anjos celestiais. Quando foi engarrafar o novo experimento, o abade resolveu trocar as rolhas de madeira e pano por outras mais fortes, feitas de cortiça, que, segundo ele, o vinho frisante se conservaria melhor e impediria que o precioso liquido vaporizasse.

E o milagre se deu!

Ao provar o novo vinho espumante que acabara de criar, Dom Pérignon considerou estar bebendo estrelas.  E, dessa forma, nasceu o vinho que recebeu o nome daquela região: Champagne.

Conhecido como champanha ou champagne (palavra francesa), este vinho branco espumante é preparado através de dois métodos: o Champenoise (segunda fermentação, na própria garrafa) ou Charmat (segunda fermentação em grande recipiente fechado que elimina os sedimentos através de decantação).

O nome Champagne vem de uma região demarcada da França, com cerca de 30 mil hectares, incluindo as imediações da Montanha de Reims, o Vale de Marne e a Côte de Blancs, no distrito de Reims (onde vivia o abade Dom Pérignon) e Epernay, além das Vinhas de Aube.

Na França, somente os espumantes produzidos nessa região são denominados champagne. Os demais são denominados de mousseaux. No Brasil, denominamos vinhos espumantes ou vinhos frizantes, segundo seus produtores e os acordos internacionais estabelecidos.

O champagne apresenta-se em três formas: brut (muito seco com 1,5% de liqueur d’expédition, que é a mistura do açúcar e do vinho para a sua preparação), demi-sec (um pouco mais doce, de 6% a 8% de liqueur d’expédition) e extra-sec (seco).

O champagne é servido em taças tipo tulipa (flûte) com borda estreita para favorecer o perlage (desprendimento do gás carbônico) e em temperaturas que variam entre 6° e 8°C. Acompanha a maioria das refeições, e pode ser consumido a qualquer hora do dia ou da noite.

Dicas Para Servir:

* O champagne deve sair da copa na temperatura na qual está conservado (10° a 12°C) e ser refrigerado até a temperatura ideal (6° a 8°C) na caçamba, após a solicitação do cliente.

* Para gelar mais rapidamente, coloca-se gelo com sal grosso (sem água) na caçamba.

* A caçamba deverá estar encoberta por um guardanapo, no tripé ou em mesa auxiliar (guéridon).

* No serviço do champagne, não há degustação; o garçom, ou o anfitrião, deve servir um fundo de taça para compatibilizar a temperatura do champagne e da taça, a fim de evitar que o líquido transborde, para completá-la, após todas as servidas da amostra, com cerca e 2/3 de sua capacidade.

* A taça ideal para degustar o champagne é a flûte, de boca estreita e forma alongada, que permite o melhor desprendimento do gás carbônico (perlage, identificador do champagne) e a apreciação de seus delicados aromas....

Foto: Divulgação

terça-feira, 14 de julho de 2020

COMO ESCOLHER A DATA DO CASAMENTO




COMO ESCOLHER A DATA DO CASAMENTO


TEXTO: HUMBERTO LEAL


As primeiras dúvidas que surgem ao começar a organizar e preparar o casamento são: qual será o melhor dia? qual será o melhor mês? Por isso, antes de tudo, faça uma prévia da lista dos convidados, procurando saber de onde virá a maioria deles.

Com muitos convidados de outras cidades, longe de onde será realizado o casamento, procure escolher uma data perto de um feriado, assim a probabilidade de todos virem será maior.

Evite dias próximos de feriados festivos como Páscoa ou Natal, pois algumas pessoas podem aproveitar essas datas para visitar os familiares e, assim, não comparecer ao casamento.

Fuja do feriado de carnaval, afinal você não vai querer acabar com a alegria de seus convidados, principalmente os homens, fazendo-os colocar terno e gravata enquanto a maioria da população brasileira está se entregando aos festejos de Momo.

O forte calor do verão assim como o frio intenso do inverno não são favoráveis aos convidados, nem aos noivos; por isso procure datas com clima mais ameno, mas, se ainda assim não for possível, prefira o frio ao calor. Lembre-se de que as igrejas não costumam ter ar condicionado e, se forem construções históricas, nem ventiladores. Se a recepção for em um local aberto, de frente para o mar, esse também não será climatizado.

Pense, também, onde vocês pretendem passar a lua de mel, pois a época e o clima do destino escolhido poderão acarretar surpresas não muito agradáveis, como muitas pessoas desconhecidas junto com vocês, calor excessivo ou neve bloqueando estradas, valores altos em hotéis e restaurantes etc.

Já se foi o tempo, e olha que faz muito, em que as pessoas eram forçadas a casar rapidamente, por vários motivos. Hoje tudo, ou quase tudo, é permitido, desde que usado o bom senso. Por isso procure uma data, sem pressa, para que todos se sintam bem, confortáveis e alegres ao participarem de um momento único e especial... Principalmente agora, em tempos de COVID-19!!!!

terça-feira, 23 de junho de 2020




EM TEMPOS DE COVID-19: JÁ PENSOU EM FAZER SEU CASAMENTO NO INVERNO DO ANO QUE VEM?

Texto: Humberto Leal

Os casamentos de inverno podem ser tão bons e agradáveis quanto os realizados em outras estações, além de serem mais elegantes. Mesmo em locais mais abertos, hoje existem recursos específicos para amenizar o frio, como toldos laterais, tapetes e aquecedores.

Na decoração, o uso de velas, tecidos, tapetes de lã e flores em tons mais fortes também favorecem para tornar o clima mais quente e aconchegante.

A escolha do menu a ser servido pede pratos mais fortes como carne de caça, massas e molhos a base de queijo. Um experiente sommelier poderá ajudar a preparar a carta de vinhos, de forma a harmonizar com o clima e os pratos que serão servidos.

Sem dúvida, no inverno, as pessoas se vestem melhor, ficam mais elegantes e tendem a ficar mais próximas umas das outras, o que no momento não é possível em virtude da COVID-19. No verão, por exemplo, os convidados tendem a se espalhar pelo local da recepção, como ficar mais nos jardins, ao contrário do inverno, onde todos se recolhem ao aconchego de um salão quentinho.

Os doces podem ser elaborados com chocolates e as sobremesas acompanhadas com caldas quentes.

Na madrugada, para aquecer os convidados, pode ser servido um buffet, ou ilha, com caldos e cremes quentes.

No verão, os noivos costumam oferecer, como lembrança e para serem usadas, sandálias ou chinelos, no inverno ofereça mantilhas de lã ou pantufas.

Uma boa mesa de saída com cafés, chás, licores e portos deixarão os convidados confortáveis para voltarem para as suas casas.

Na verdade, não importa muito em que estação seu casamento vai acontecer, o importante é que seja feito da melhor maneira possível e com bom senso para deixar seus convidados confortáveis, seja num dia com calor de quarenta graus ou em uma noite muito fria e chuvosa, mas que seja também com muita segurança e responsabilidade, então melhor deixar para o próximo ano, sem a preocupação de uma pandemia como a que estamos enfrentando no momento...

Crédito da Imagem: André Vanzin